Bem-vindo ao blog da crônica de RPG, World of Darkness: Oroborus. Aqui você encontrará informação sobre o jogo, sistemas, NPCs e idéias que possam servir para sua própria crônica. O blog também terá um breve resumo das sessões de jogo e seus bastidores. Espero que apreciem.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Prelúdio #04: Cara de Cera

Dor.

...sangue, ossos...

Cabeça de pássaro morto. Cheiro de carne podre. Minhocas. Zumbido no ar. Cachorro atropelado. Estômago no asfalto. Manchas na rua. Costelas de vaca na lixeira. Miolos nas latas. Línguas rasgadas. Ossos quebrados. Gritos de dor. Sirenes vindas de longe. Bituca de cigarro. Dedos queimados e unhas quebradas. Sangue jorrado. Pássaro de ouro voa por mim. Pássaro em minhas mãos. Pássaro grita mais alto. Pássaro chora. Corpo espremido. Faca afiada e artéria jorrando. Cabeça em minha mão.

Cabeça de pássaro morto.

...sangue, ossos...

...dor...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Personagens #01: Mattias

Um gênio da criminologia e psicologia forense, o Prof. Mattias Jordan foi conhecido no FBI por solucionar casos enigmáticos, como os terríveis crimes do "Calculador" em 2004. Poucos tomaram conhecimento sobre o que aconteceu, mas todos sabem que o caso afetou a vida de Mattias de formas drásticas. Depois disso, sua brilhante carreira afundou na depressão, alcoolismo e dívidas financeiras.

A verdade permanece como um dos maiores segredos do FBI.

No Jogo
Com certeza um desafio de roleplay, cheio de mistérios para serem explorados, um passado cheio de possibilidades e profundidade.

Jogador: Ricardo

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Lendas Urbanas #03: O Orfanato do Inferno



Muita gente ainda lembra do Orfanato Saint Cecilia, na esquina da Klimberman com a 15th. Hoje já fazem mais de 25 anos que foi fechado depois do terrível incêndio que consumiu madeira e os corpos das 5 freiras que tomavam conta do lugar.

Ninguém sabe como a história surgiu, mas dizem que as crianças ganharam um estranho quebra-cabeças de um misterioso benfeitor, que visitava o orfanato todos os domingos.

Quando as freiras dormiam, as crianças se reuniam no sótão para montarem o quebra-cabeça, quase que hipnotizadas. Ao terminarem, uma passagem para o Inferno foi aberta e algo veio para esse mundo. A coisa ensinou as crianças a matar.

No começo foram pequenos animais. E após uma semana, o orfanato estava em chamas.Nenhuma criança foi encontrada nos escombros.

Dizem que foram adotadas pelo próprio Diabo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Lendas Urbanas #02: Litzkrigs

Crianças e recém-nascidos desaparecem todos os dias pelo mundo todo. Mas em Blackstream, elas são levadas pelos Litzkrigs, pequenos duendes negros. Em colégios e creches as crianças contam sobre eles. Elas dizem "Rabisque um X debaixo da cama para eles não te pegarem" umas para as outras.

Os duendes levam as crianças e as transformam em mais deles. As ensinam a ficar invisíveis e a falarem no idioma das moscas, para que as pessoas não as percebam.

Claro que tudo isso é considerado apenas lendas infantis - até que as crianças comecem a realmente desaparecer...

sábado, 1 de agosto de 2009

Lendas Urbanas #01: Portas do Paraíso


Joseph Glatz, um renomado médium alemão, visitou Blackstream durante uma convenção internacional de parapsicologia. Segundo sua esposa o escritor percebeu diversas torres de luz que se erguiam de pontos específicos da cidade e sumiam entre as nuvens.

Ele descreveu anjos e corpos luminosos que flutuavam em torno dessas torres. Ele se tornou obcecado com as torres. Anotou muitas coisas sobre elas. Descobriu que elas ficavam nos piores locais de Blackstream, onde a violência predominava e almas eram ceifadas.

Sua teoria é de que esses anjos estavam ali para coletar os inocentes e poupá-los da dor. As torres eram escadas para o Paraíso.

Ele também disse que contemplou a face do Todo Poderoso.

Logo em seguida, rasgou a própria garganta com sua caneta tinteira.

Prelúdio #03: Wanda Meyers


Quanto tempo mais terei que suportar o fato de que estou sozinha em meio a tanto lixo? Meu ex já dizia que eu devia seguir outra profissão ou acabaria infectada pela praga que lido todos os dias. E provavelmente acabaria deitada numa poça de sangue, abandonada nas ruas como um das centenas de corpos que já ajudei a encontrar.

"Vaca do FBI é encontrada estripada". Era isso que ele dizia que estaria estampado nos jornais caso eu continuasse fazendo o que faço. Caçar homicidas e psicopatas nas ruas de Blackstream. Papai teria orgulho de mim. Já minha mãe foi a primeira a me condenar pelo divórcio; afinal foram mais de 8 anos casada com o vereador mais bonitão - e canalha - de toda Ohio.

Papai teria me apoiado. Herdei dele o faro para detectar coisas erradas e ruins nas pessoas. Talvez ele ainda estaria aqui, nas ruas, prendendo marginais - se ele não tivesse sido traído e morto por policiais corruptos.

Talvez eu também termine assim. Já dizia meu ex.

"Tal pai, tal filha."

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Prelúdio #02: Blackstream



Ela pulsa, grita e ruge como um animal. Em seu corpo de ferro e concreto, habitam mais de 4 milhões de almas. Elas vagam desde os becos imundos da Avenida Glory - onde há inúmeras boates e pontos de prostituição - até o grande centro de arranha-céus lustrosos de Princeham, lar dos poderosos, políticos e juízes, como o poderoso Juiz Morelli e seu terraço de luxo.

Ela também é lar de gangues, de homens violentos, de leis corruptas e principalmente vítimas. Seu submundo possui muitos rostos e famílias, como o notável chefão Vasili e sua lucrativa rede de tráfico.

A lei em Blackstream é representada pelo influente Comissário Farrell e pelo recém-reformado escritório do FBI, localizado em frente ao Parque Albion, uma das poucas áreas verdes e ainda puras da cidade. Mesmo após ter sido bombardeado durante uma das guerras travadas contra o crime, o prédio do Bureau ainda permanece como um símbolo de ordem, embora cada vez mais enfraquecido, mesmo contando com a condecorada Tenente Wanda Meyers e sua equipe da Homicídios.

Quando a cidade nasceu, erguida por refugiados, rebeldes e estupradores, seu designio era se tornar um pólo para médicos, padres e homens justos. Hoje, ela reflete apenas o que seus fundadores eram, falhando em seu objetivo.

Sua frustração assume forma quando a noite cai e as sombras se erguem, famintas. Blackstream é um cão raivoso, cujo único sabor que aprendeu a apreciar é o medo. O mesmo medo que alimenta a cidade é também aquele que fortalece outras coisas que perambulam por suas ruas escuras. É o mesmo medo que transforma corações puros em pedras enegrecidas.

Em uma cidade povoada por monstros, o pior de todos eles ainda está por vir.

E seu ciclo começou.